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Barragem Cipó é classificada com risco elevado e começa a ser esvaziada


  • 14 de abril de 2026 às 07h26min

Estrutura é considerada praticamente irrecuperável após estudos apontarem solo instável e alto potencial de ruptura. (Foto: Google Maps)

A investigação sobre a barragem da Vila Cipó começou em novembro de 2025, após a identificação de infiltrações na estrutura. A partir disso, a Prefeitura de Caruaru, a Defesa Civil, a URB, o Ministério Público de Pernambuco e uma empresa de engenharia iniciaram estudos para avaliar a situação.

Foram feitas sondagens, análises em laboratório e outros levantamentos. Os resultados mostraram que o solo da barragem é muito frágil, com alto nível de saturação, o que aumenta o risco de rompimento. Também foram encontrados pontos de vazamento de água, indicando que a estrutura já apresenta falhas.

A barragem foi construída na década de 1960 e não possui projeto conhecido. Com cerca de 280 metros de comprimento e sete metros de altura, ela fica a aproximadamente 450 metros da BR-232. Por causa disso, foi classificada com risco altíssimo. Em caso de rompimento, a água poderia ultrapassar a rodovia em até 2,5 metros.

Diante desse cenário, a estrutura foi considerada praticamente irrecuperável. Por isso, começou o processo de esvaziamento, feito de forma controlada por meio de sifões. A previsão é que o trabalho dure entre 10 e 15 dias, com liberação gradual da água para o Rio Ipojuca. Todo o processo é monitorado para evitar impactos.

Segundo os técnicos, a água não será usada para abastecimento porque está contaminada por coliformes. Mesmo assim, o volume é considerado baixo e, ao seguir pelo rio, se dilui naturalmente, sem causar danos. Além disso, essa água vem das chuvas e já seguiria esse caminho se não estivesse represada, ou seja, não está sendo desperdiçada.

A Defesa Civil acompanha a operação e mantém contato com cidades ao longo do rio, como Belo Jardim, Gravatá e municípios da Mata Sul, para monitorar o nível da água. A ação é preventiva e busca garantir a segurança da população.

Por Juliana Santos