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Brasil

Relatório de CPI pede indiciamento de ministros do STF e do procurador-geral


  • 14 de abril de 2026 às 09h42min

Documento será votado no Senado e aponta supostas irregularidades envolvendo autoridades. (Foto: Reprodução)

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, apresentado no Senado, pede o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade. O documento será analisado nesta terça-feira (14) e já provoca repercussão em Brasília. Elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o parecer aponta possíveis condutas incompatíveis com o cargo, como suspeição, impedimento, quebra de decoro e omissão funcional.

O relatório detalha situações envolvendo os ministros, como possíveis conflitos de interesse em decisões, impedimentos e impactos em investigações da própria CPI. Em relação ao procurador-geral, o texto aponta suposta omissão diante de indícios considerados relevantes. Com mais de 200 páginas, o documento reúne cerca de 120 dias de trabalho, incluindo 18 reuniões e análise de diversos materiais. Um dos principais focos é o chamado “caso Master”, que investiga possíveis ligações entre o sistema financeiro e esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao crime organizado.

O parecer também cita dificuldades enfrentadas pela comissão, como decisões judiciais que teriam limitado o acesso a informações e interferido nas investigações. A inclusão de ministros do STF e do chefe do Ministério Público no pedido de indiciamento é considerada incomum e deve intensificar o debate sobre os limites entre os Poderes. Após a votação, o relatório será encaminhado às instituições responsáveis, que irão analisar eventuais desdobramentos.

Por Juliana Santos