Eleitorado acima de 60 anos cresce e ganha peso nas eleições brasileiras

Um levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta que o número de eleitores com 60 anos ou mais cresceu 74% nos últimos 16 anos no Brasil.
No mesmo período, o eleitorado geral aumentou apenas 15%. Em números absolutos, a chamada “Geração Prateada” passou de 20,8 milhões de pessoas, em 2010, para 36,2 milhões em março de 2026.
Ao todo, o país tem atualmente 156,2 milhões de eleitores aptos a votar, número superior aos 135,8 milhões registrados em 2010. A tendência é de crescimento até o dia 6 de maio, prazo final para regularização do cadastro eleitoral.
Hoje, os eleitores com 60 anos ou mais já representam cerca de 23,2% do total, ou seja, quase um em cada quatro votantes no país. Para o especialista, embora não decidam uma eleição sozinhos, podem atuar como “fiel da balança”.
O levantamento também mostra que a participação desse grupo nas urnas tem aumentado. A taxa de abstenção entre eleitores acima de 60 anos caiu de 37,1% em 2014 para 34,5% em 2022. Já entre os maiores de 70 anos, para quem o voto é facultativo, a abstenção também recuou, passando de 63,6% para 58,9% no mesmo período.
Em paralelo, o número de candidatos com mais de 60 anos também vem crescendo. Nas eleições de 2024, mais de 70 mil pessoas dessa faixa etária disputaram cargos, o que representa 15% das candidaturas, o maior número da série histórica.
De acordo com a Nexus, o avanço do eleitorado mais velho acompanha o envelhecimento da população brasileira e tende a ganhar ainda mais relevância nos próximos anos.
Por: Mirelly Rodrigues
