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Economia

PLDO 2027: Governo projeta salário mínimo de R$ 1.717 e teto de ganho real


  • 16 de abril de 2026 às 07h33min

Proposta enviada ao Congresso prevê escalonamento até R$ 2.020 em 2030, limitada pelas regras de controle de gastos do arcabouço fiscal. (Foto: Laís Florêncio/Reportagem Cidade 99.7)

Com base nos dados do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, o governo federal estabeleceu uma nova rota para a economia brasileira, projetando que o salário mínimo atinja R$ 1.717 no próximo ano. Este movimento é parte de uma estratégia de longo prazo que prevê reajustes graduais até chegar a R$ 2.020 em 2030. No entanto, o otimismo oficial caminha lado a lado com a rigidez do novo arcabouço fiscal. Embora a fórmula de valorização considere o crescimento do PIB, uma trava aprovada no final de 2024 limita o aumento real a um teto de 2,5%, garantindo que o avanço das despesas não comprometa a estabilidade das contas públicas.

Enquanto os Ministérios da Fazenda e do Planejamento desenham um cenário de crescimento do PIB na casa dos 2,56% para 2027, o mercado financeiro mantém uma postura mais cautelosa. Segundo o Relatório Focus, a expectativa dos economistas para a atividade econômica no mesmo período é de uma alta mais tímida, de 1,80%. Essa divergência de visões também se reflete nas projeções de inflação e juros; o governo aposta em uma convergência do IPCA para o centro da meta de 3% a partir de 2028 e uma queda progressiva da taxa Selic, que deve recuar dos 10,55% previstos para 2027 até atingir 7,27% em 2030.

No campo das commodities e do câmbio, o projeto estima uma relativa estabilidade para o dólar, flutuando entre R$ 5,47 e R$ 5,53 ao longo dos próximos quatro anos, e uma trajetória de leve queda para o preço do barril de petróleo Brent. Além do impacto direto no bolso do trabalhador, o governo projeta uma expansão vigorosa da massa salarial nominal, superior a 11% ao ano. Agora, o texto segue para o Congresso Nacional, onde o desafio será conciliar essas metas de valorização social com a manutenção da disciplina fiscal exigida pelos investidores e pelas regras de controle de gastos.