“Risco de rompimento é alarmante”, diz engenheiro sobre barragem do Cipó

Uma reunião realizada no Ministério Público discutiu o processo de desativação da barragem da Vila Cipó, em Caruaru, que tem gerado preocupação entre moradores contrários ao esvaziamento do reservatório. Em entrevista ao programa Manhã Cidade desta sexta-feira (17), os apresentadores Renata Torres e Vitor Araújo conversaram com o engenheiro geotécnico Kleber Lins, responsável pela operação, que explicou os motivos da medida.
Segundo ele, o processo chegou ao quarto dia e foi definido após estudos técnicos apontarem risco estrutural. “Essa barragem possui percolações de água que comprometem sua estrutura. Identificamos um solo altamente expansivo, que perde estabilidade com a variação de umidade”, afirmou. “Fizemos um estudo de possível rompimento, e o risco realmente é alarmante.”
Kleber destacou que a recuperação seria inviável. “Seria necessário retirar cerca de 40 mil metros cúbicos de solo para reconstrução, o que não se justifica”, disse. Ele também explicou que o esvaziamento ocorre de forma controlada. “Estamos liberando de 4 a 5 metros cúbicos por minuto. Em caso de rompimento, a água chegaria à BR-232 em segundos, com grande poder de destruição.”
Sobre o uso da água, o engenheiro afirmou que ela não é adequada. “Há presença de coliformes, e essa água é imprópria para consumo ou banho”, disse, acrescentando que não identificou uso regular pela população. A previsão é que o processo dure de 10 a 12 dias. “A urgência é retirar essa barragem de operação e devolver o curso natural do rio”, concluiu.
Confira a entrevista completa no Youtube da Cidade 99.7.
Por Juliana Santos
