Justiça nega indenização à família de jovem morto por choque no Recife

A morte do jovem Juan Pablo da Silva Melo, de 21 anos, ocorrida durante as chuvas de fevereiro de 2025 no bairro da Boa Vista, no Recife, segue sendo discutida na Justiça. Em decisão de primeira instância, o pedido de indenização feito pela família foi negado após o entendimento de que o choque elétrico teve origem em uma ligação clandestina, sem relação direta com a rede da concessionária Neoenergia Pernambuco.
De acordo com os autos, o estudante foi atingido por uma descarga elétrica ao atravessar uma rua tomada pela água. A perícia técnica identificou que havia uma instalação irregular no local, conectada de forma precária a um poste de iluminação pública e sem qualquer tipo de proteção. O laudo também apontou que a rede oficial não apresentava defeitos e destacou que o nível da água, aliado à correnteza, contribuiu para o risco elevado no momento do acidente.
Os familiares ingressaram com ação judicial dias após o ocorrido, solicitando indenização por danos morais e materiais, além de pensão, sob a alegação de omissão da concessionária na fiscalização da rede. A empresa, por sua vez, sustentou que não teve responsabilidade, argumento acompanhado pela seguradora Tokio Marine, incluída posteriormente no processo.
Ao analisar o caso, a Justiça considerou que a morte foi provocada por intervenção de terceiros e não por falha no serviço prestado, rejeitando o pedido. A família, no entanto, apresentou recurso, e a decisão final caberá ao Tribunal de Justiça de Pernambuco, que deve reavaliar o processo nos próximos passos.
Por Juliana Santos
