Delegado acusado de tentativa de homicídio pode ir a júri popular

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) solicitou que o delegado Luiz Alberto Braga de Queiroz, de 38 anos, seja levado a júri popular pela tentativa de homicídio contra o ambulante Emmanuel Apory, de 26, em Fernando de Noronha. O crime ocorreu em maio de 2025, durante uma festa no Forte Nossa Senhora dos Remédios, e deixou a vítima com parte da perna amputada.
Nas alegações finais, o promotor Fernando Cavalcanti Mattos classificou a ação como “ato doentiamente premeditado e bem planejado”, descrevendo a abordagem como uma “armadilha” motivada por ciúmes. Segundo o documento, o delegado teria reagido após saber que a mulher dele havia trocado contatos profissionais com Emmanuel. Testemunhas confirmaram que a interação entre os dois foi estritamente profissional. O MPPE também destacou que o disparo seguido da fuga sem prestar socorro configurou “covardia sem precedentes”.
Os advogados de Emmanuel, Anderson Flexa Leite e Jethro Ferreira, afirmaram que irão requerer reparação por danos materiais, morais e estéticos, além da perda do cargo público do acusado, caso seja condenado. Em nota, ressaltaram o impacto irreversível do crime: “Um disparo mudou sua vida para sempre. A consequência foi devastadora: a amputação de sua perna, a dor permanente e a reconstrução forçada de toda a sua existência”.
A defesa de Luiz Alberto Braga não se manifestou.
