Número de mulheres empregadas sobe, porém renda ainda é menor

O número de mulheres no mercado de trabalho segue em crescimento no Brasil, mas a diferença salarial em relação aos homens ainda é uma realidade significativa. Mesmo com mais oportunidades sendo abertas, especialmente para mulheres negras e pardas, a desigualdade de renda permanece.
Dados do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que as mulheres recebem, em média, 21,3% a menos do que os homens em empresas privadas com pelo menos 100 funcionários. O levantamento também aponta que a presença feminina no mercado cresceu 11%, passando de 7,2 milhões para 8 milhões de trabalhadoras, o que representa cerca de 800 mil novas ocupações.
Entre mulheres negras (pretas e pardas), o avanço foi ainda mais expressivo: o total de ocupadas saltou de 3,2 milhões para 4,2 milhões, um aumento de 29%, indicando maior inclusão, embora ainda acompanhada de desafios relacionados à desigualdade salarial.
Por Jorge Brandão
