Plataforma 197 Mulher amplia canais de apoio a vítimas de violência doméstica em Pernambuco

Polícia Civil de Pernambuco passou a disponibilizar uma nova ferramenta digital voltada ao atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Batizada de 197 Mulher, a plataforma permite que o primeiro contato com os serviços de proteção seja feito de forma online, garantindo mais segurança, sigilo e praticidade para quem precisa de ajuda.
A iniciativa é coordenada pelo Departamento de Polícia da Mulher (DPMUL) e busca ampliar o alcance da rede de proteção estadual, especialmente para mulheres que enfrentam dificuldades para comparecer presencialmente a uma delegacia.
Segundo a delegada Bruna Falcão, responsável pela gestão do DPMUL, a plataforma representa um importante avanço na aproximação entre o poder público e as vítimas de violência.
“A plataforma 197 Mulher representa um avanço concreto na forma como o Estado se aproxima das vítimas de violência. Sabemos que muitas mulheres encontram barreiras reais para chegar até uma delegacia, seja pelo medo, pela distância ou pelo controle exercido pelo agressor. Com essa ferramenta, conseguimos levar o atendimento policial até elas, de forma sigilosa, ágil e humanizada. É a tecnologia a serviço da proteção de vidas”, afirmou.
A criação da ferramenta tem como objetivo reduzir obstáculos frequentemente enfrentados pelas vítimas, como a distância geográfica, a dificuldade de deslocamento e o receio de serem identificadas pelos agressores ao procurar atendimento presencial.
O desenvolvimento da plataforma contou com parceria da startup Super Nina, da Diretoria de Tecnologia da Informação da Polícia Civil de Pernambuco e apoio da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco.
Como funciona
O acesso ao serviço pode ser feito diretamente pelo site oficial: 197 Mulher. A plataforma funciona em qualquer navegador de internet, sem necessidade de baixar aplicativos.
Com uma interface simplificada e um chat de orientação, o sistema auxilia as usuárias durante o preenchimento das informações e no encaminhamento das solicitações. Pela plataforma, é possível relatar casos de violência doméstica, solicitar Medidas Protetivas de Urgência (MPUs), anexar documentos, fotos e vídeos, além de receber orientações sobre direitos e sobre a rede de atendimento disponível no Estado.
De acordo com a Polícia Civil, todas as demandas registradas são avaliadas e encaminhadas em até quatro horas, garantindo maior rapidez na resposta institucional. Além do atendimento, o portal também funciona como espaço de informação e conscientização, apresentando conteúdos educativos sobre os diferentes tipos de violência doméstica e explicações sobre os procedimentos policiais e judiciais. Em situações específicas, as vítimas podem ser direcionadas para outros serviços especializados de apoio e acolhimento.
Por Jorge Brandão
