Família egípcia é liberada para entrada no Brasil depois de mais de 30 dias em aeroporto

Uma mulher egípcia em estágio avançado de gestação e os dois filhos foram autorizados a entrar no Brasil após permanecerem por mais de 30 dias na área restrita do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
A liberação ocorreu depois de um longo período de espera no terminal, enquanto o pai das crianças, Abdallah Saad Ali Montaser, continua com o pedido de refúgio em análise pelas autoridades brasileiras. Segundo informações da defesa, o grupo enfrentou dificuldades durante a permanência no aeroporto, incluindo a ausência de assistência médica adequada, situação que teria gerado preocupação diante do estado de saúde da mulher, que está no final da gestação e convive com diabetes gestacional.
O Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante (CDHIC), que acompanhou o caso, afirma que outras situações semelhantes já foram registradas na área restrita do Aeroporto de Guarulhos, envolvendo períodos prolongados de retenção de estrangeiros.
A defesa também argumenta que Abdallah possui histórico de viagens internacionais regulares, com vistos concedidos por diferentes países que adotam critérios migratórios rigorosos, o que, segundo os advogados, reforça a ausência de indícios concretos de risco à segurança que justifiquem a manutenção da restrição.
Por Jorge Brandão
