Programa habitacional passa por ajustes e impacta 4,5 milhões de famílias no Norte e Nordeste

A atualização das faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida está redesenhando o acesso à política habitacional no Norte e Nordeste do país e alcança mais de 4,49 milhões de famílias, segundo um levantamento da BCB Inteligência em parceria com o Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção (FNNIC).
O estudo considera os efeitos das mudanças recentes nos limites de renda do programa, que ampliaram o número de famílias elegíveis e ajustaram o enquadramento dos beneficiários em diferentes faixas de financiamento. Na prática, isso permite melhores condições de crédito para parte dos participantes e amplia o acesso à casa própria.
As alterações foram aprovadas em março pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), responsável pela estrutura de financiamento do programa. A partir de abril, o programa passou a contemplar famílias com renda mensal de até R$ 13 mil, incluindo agora parte da classe média no sistema habitacional.
Com a nova configuração, os limites de renda ficaram organizados da seguinte forma: Faixa 1 até R$ 3.200; Faixa 2 até R$ 5.000; Faixa 3 até R$ 9.600; e Faixa 4 até R$ 13 mil. O levantamento analisou informações de 2.243 municípios dos 16 estados das regiões Norte e Nordeste, levando em conta renda média e distribuição de domicílios por classe social. Foram consideradas impactadas as famílias que passaram a se enquadrar em novas faixas ou que tiveram acesso ao programa após a atualização dos critérios.
Por Jorge Brandão
