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Economia

Caixa renegocia R$ 820 milhões pelo Desenrola e prepara uso do FGTS


  • 15 de maio de 2026 às 16h31min

Nova etapa do programa amplia descontos e deve liberar utilização do fundo ainda em maio. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, informou nesta sexta-feira (15) que a instituição já renegociou cerca de R$ 820 milhões em dívidas dentro da nova fase do programa Desenrola Brasil.

Lançada no início de maio pelo governo federal, a iniciativa tem como foco ajudar famílias, estudantes e pequenos empreendedores a regularizar débitos, recuperar o acesso ao crédito e limpar o nome. A etapa atual terá duração de 90 dias e prevê condições facilitadas, como descontos que podem chegar a 90% e juros reduzidos.

Uma das novidades é a possibilidade de utilizar recursos do FGTS para quitar parte das dívidas. Segundo a Caixa, essa funcionalidade ainda não está em uso, mas deve começar a ser liberada a partir do dia 25 de maio.

Durante a apresentação dos resultados do banco, Vieira também comentou sobre impactos de fraudes digitais. De acordo com ele, o aplicativo Caixa Tem registrou prejuízo de cerca de R$ 20 milhões no ano passado em decorrência de ataques cibernéticos. A instituição afirma que vem reforçando investimentos em tecnologia, com previsão de aplicar R$ 5,9 bilhões na área neste ano.

No balanço financeiro, a Caixa apresentou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre, resultado 34,4% menor que o registrado no mesmo período do ano anterior. A queda é atribuída, principalmente, ao aumento das provisões para perdas com crédito, impulsionadas por novas regras do Banco Central do Brasil.

Apesar disso, o banco manteve crescimento na carteira de crédito, que atingiu R$ 1,4 trilhão, com destaque para o financiamento imobiliário, setor em que a instituição segue na liderança.

A taxa de inadimplência ficou em 3,71% no período. Segundo a vice-presidente de Riscos da Caixa, Henriete Sartori, o cenário ainda exige atenção, especialmente no setor do agronegócio, que representa cerca de 5% da carteira total do banco.

Por Viliane Gomes