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Operação do MPPE apreende cocaína, arma e bloqueia R$ 1,7 milhão de grupo investigado por tráfico em Caruaru


  • 22 de maio de 2026 às 10h02min

Gaeco/MPPE durante cumprimento de mandados de busca e apreensão
/DIVULGAÇÃO/MPPE
Segunda fase da Operação Eneida investiga esquema de narcotráfico e lavagem de dinheiro. (Foto: Divulgação)

O Grupo de Atuação Especializado de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Pernambuco (Gaeco/MPPE) deflagrou, nessa quinta-feira (21), a segunda fase da Operação Eneida, que investiga uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro entre Caruaru e o estado de São Paulo.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão temporária contra dois investigados. As equipes apreenderam dispositivos eletrônicos, uma arma de fogo de uso restrito, dinheiro em espécie e mais de cinco quilos de uma substância com características semelhantes à cocaína. Segundo as investigações, a droga apreendida está avaliada em mais de R$200 mil.

O Ministério Público de Pernambuco também conseguiu na Justiça o bloqueio de mais de R$ 1,7 milhão em contas bancárias e ativos financeiros ligados aos investigados, além do sequestro de bens móveis e apreensão de veículos.

De acordo com o Gaeco, o grupo é investigado pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.

As investigações apontam que, em cerca de um ano, a organização movimentou mais de R$ 3 milhões, estruturando um esquema de abastecimento de drogas em Caruaru e cidades da região.

Ainda segundo o MPPE, os investigados utilizavam identidades falsas para abrir contas bancárias e ocultar antecedentes criminais, facilitando a circulação e ocultação de valores ilícitos.

Outro ponto destacado pelas autoridades foi a incompatibilidade entre o padrão de vida apresentado pelos suspeitos e a ausência de renda lícita comprovada.

A operação contou com apoio do GAECO de São Paulo, DENARC de Caruaru, DRACCO de Pernambuco, Canil do 1º BIEsp e das Polícias Civil e Militar de São Paulo.

Por Mirelly Rodrigues