MP de São Paulo cumpre 55 mandados em nova fase da Operação Carbono Oculto

O Ministério Público de São Paulo cumpre, desde as primeiras horas desta quarta-feira, 55 mandados de busca e apreensão em uma nova fase da Operação Carbono Oculto, que investiga fraudes no setor de combustíveis, lavagem de dinheiro e crimes financeiros ligados ao Primeiro Comando da Capital, o PCC.
Batizada de Operação Fluxo Oculto, a ação conta com apoio de promotores do Gaeco dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Segundo as investigações, foram identificadas mais seis fintechs que atuariam como bancos paralelos da organização criminosa. As empresas eram utilizadas por distribuidoras e postos de combustíveis para movimentações financeiras e pagamentos ligados ao esquema. Um dos alvos da operação fica na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, considerada um dos principais centros financeiros do país.
A Operação Carbono Oculto foi deflagrada originalmente em agosto de 2025 e revelou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e fraude, envolvendo a infiltração do PCC na economia formal, principalmente no setor de combustíveis.
De acordo com o Ministério Público, os principais articuladores do esquema continuam foragidos: Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva.
Os investigadores afirmam que ambos tentaram firmar acordos de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República e o Ministério Público de São Paulo, mas os pedidos foram rejeitados. Ainda assim, eles avançaram em negociações de colaboração com o Ministério Público da Bahia.
Entre os alvos da operação estão empresas dos grupos Ceopag, Sispay, Smart Solutions e YAW, com endereços em cidades como São Paulo, Barueri, São José do Rio Preto, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Por Mirelly Rodrigues
