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Setor têxtil reage a mudanças na “taxa das blusinhas” e alerta para impacto no Agreste


  • 28 de maio de 2026 às 13h36min

Empresários e parlamentares discutiram na Alepe os efeitos da medida sobre empregos e competitividade do Polo de Confecções. (Foto: Reprodução)

Representantes do setor têxtil e parlamentares debateram, na Assembleia Legislativa de Pernambuco, os impactos da flexibilização da chamada “taxa das blusinhas” sobre o Polo de Confecções do Agreste. Durante audiência pública realizada pela Comissão de Desenvolvimento Econômico da Alepe, empresários alertaram que a mudança pode afetar cerca de 300 mil empregos diretos e indiretos ligados à cadeia produtiva da região.

A mobilização ocorre após a edição da Medida Provisória nº 1.357/2025, que prevê isenção do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas. O setor afirma que a medida amplia a concorrência com plataformas estrangeiras de comércio eletrônico, especialmente asiáticas, e reduz a competitividade da indústria nacional.

Segundo representantes do Polo de Confecções, cidades como Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama concentram um dos maiores arranjos produtivos do segmento no país, com forte participação feminina e grande impacto na geração de renda do Agreste pernambucano. Durante o debate, empresários defenderam maior equilíbrio tributário entre produtos nacionais e importados.

Dados apresentados na audiência apontam que a cadeia têxtil pernambucana movimenta cerca de R$ 1,5 bilhão por mês entre as maiores empresas do setor. O Governo de Pernambuco informou ainda que será criado um grupo de trabalho estadual para acompanhar os efeitos das mudanças tributárias e elaborar propostas de fortalecimento do Polo de Confecções. Entre os encaminhamentos definidos pela comissão estão o envio de apelo à bancada federal pernambucana e a elaboração de uma carta pública contra a medida provisória.

Por Millena Galvão