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Saúde

CFM autoriza dois novos tratamentos menos invasivos para câncer de próstata


  • 29 de maio de 2026 às 08h02min

Técnicas utilizam ultrassom e congelamento para destruir tumores com menor risco de efeitos colaterais. (Foto: Reprodução/Pixabay)

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou uma resolução autorizando o uso de dois novos tratamentos para câncer de próstata no Brasil. As técnicas aprovadas são o ultrassom focalizado de alta intensidade e a crioablação, procedimento que elimina células tumorais por meio do congelamento.

As terapias focais são consideradas menos invasivas em comparação aos tratamentos convencionais e têm como principal objetivo preservar estruturas próximas ao tumor, reduzindo complicações como incontinência urinária e disfunção erétil, frequentemente associadas à retirada total ou parcial da próstata.

Segundo o CFM, os novos procedimentos não substituem os tratamentos considerados padrão para a doença, mas podem ser indicados em casos específicos. A resolução estabelece que as terapias serão destinadas principalmente a pacientes com câncer de próstata de risco intermediário favorável, localizado em apenas um lado da glândula e com menor potencial de disseminação.

As técnicas também poderão ser utilizadas em alguns pacientes já submetidos à radioterapia e em determinados casos de câncer de baixo risco, sempre mediante avaliação médica especializada. O uso está proibido para tumores classificados como de risco intermediário desfavorável, alto ou muito alto.

A nova norma ainda determina acompanhamento rigoroso após o tratamento. Os pacientes deverão realizar exames de PSA a cada três meses durante o primeiro ano, depois semestralmente nos dois anos seguintes e, posteriormente, anualmente. Também será necessária a realização de biópsia entre seis e doze meses após o procedimento para verificar a eficácia do tratamento.

Especialistas apontam que os métodos podem ampliar as opções terapêuticas para pacientes selecionados, oferecendo controle da doença com menor impacto na qualidade de vida.

Por Millena Galvão