Eleitorado com mais de 60 anos cresce 74% e ganha peso decisivo nas eleições de 2026

As eleições de 2026 podem ser marcadas por um novo recorde de participação da chamada “geração prateada” no eleitorado brasileiro. Dados levantados pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, com base nas informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontam que o número de eleitores com 60 anos ou mais cresceu 74% entre 2010 e 2026, enquanto o eleitorado total aumentou apenas 15% no mesmo período.
Segundo o levantamento, o contingente de eleitores idosos passou de 20,8 milhões para 36,2 milhões de pessoas aptas a votar. Atualmente, esse grupo representa cerca de um quarto de todo o eleitorado brasileiro, ampliando sua influência na definição dos resultados das eleições.
O crescimento da população idosa acompanha o processo de envelhecimento da sociedade brasileira e faz com que esse segmento ganhe cada vez mais relevância política. Especialistas avaliam que, em disputas acirradas, a participação ou a ausência desse eleitorado pode ser determinante para o resultado final.
Apesar do aumento no número de eleitores, a abstenção entre pessoas acima de 70 anos ainda é considerada elevada. Levantamentos sobre eleições anteriores mostram que boa parte desse público deixou de comparecer às urnas, já que o voto passa a ser facultativo nessa faixa etária.
Além do crescimento do eleitorado, também tem aumentado a presença de pessoas com mais de 60 anos disputando cargos públicos. Nas eleições municipais de 2024, mais de 70 mil candidatos pertenciam a essa faixa etária, representando o maior número registrado desde o início da série histórica.
Em Pernambuco, onde mais de 7,2 milhões de eleitores estão aptos a votar, a tendência deve acompanhar o cenário nacional. O avanço da população idosa e os índices de comparecimento às urnas são fatores que deverão ser observados com atenção durante o processo eleitoral de 2026.
Especialistas também alertam que o aumento da participação desse grupo exige maior atenção às políticas públicas voltadas ao envelhecimento da população e ao acesso à informação, já que os hábitos de consumo de conteúdo e comportamento eleitoral tendem a ser diferentes dos observados entre os eleitores mais jovens.
Por Mirelly Rodrigues
