Brasil contesta investigação dos EUA e vê interferência em assuntos internos

A escalada das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (2). Em resposta à conclusão preliminar da investigação conduzida por Washington com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana, o governo brasileiro rejeitou as acusações e classificou a iniciativa como uma interferência indevida em questões internas do país.
Em nota oficial, o Palácio do Planalto afirmou que não existem fundamentos que justifiquem a adoção de medidas unilaterais contra o Brasil e contestou os argumentos apresentados pelas autoridades norte-americanas durante a apuração. O governo também associou a abertura da investigação a ações promovidas por integrantes da família Bolsonaro junto a representantes dos Estados Unidos. Segundo o comunicado, essas articulações teriam contribuído para a adoção de medidas consideradas prejudiciais aos interesses econômicos brasileiros em um momento de negociações comerciais entre os dois países.
Ainda de acordo com o Executivo, os dados da balança comercial não sustentam as alegações apresentadas por Washington. A nota destaca que os Estados Unidos registram superávit nas relações comerciais com o Brasil há vários anos, argumento utilizado para rebater a necessidade de qualquer medida restritiva contra produtos brasileiros.
Por Jorge Brandão
