Vítimas de ataques de tubarão deixam UTI e apresentam quadro estável no Recife

O menino de 11 anos e a jovem de 19 anos que foram atacados por tubarões em praias da Região Metropolitana do Recife apresentaram melhora no quadro de saúde e receberam alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Restauração. Os dois seguem internados, conscientes e em estado estável, após passarem por cirurgias que resultaram na amputação de uma das pernas.
O garoto foi atacado no último domingo (31), na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, enquanto estava no mar com familiares e amigos. Já a jovem foi mordida na segunda-feira (1º), na Praia de Boa Viagem, no Recife. Ela perdeu a perna direita após ser atingida por um tubarão-tigre. O menino teve a perna esquerda amputada depois de sofrer um ataque provocado por um tubarão-cabeça-chata. Segundo os médicos, ambos chegaram ao hospital em estado grave, mas responderam bem aos procedimentos realizados.
Após deixar a UTI, o garoto foi transferido para uma unidade hospitalar da rede privada, enquanto a jovem permanece em recuperação na enfermaria do Hospital da Restauração. Desde a quarta-feira (3), os dois já respiravam sem a ajuda de aparelhos e apresentavam evolução positiva.
Diante dos casos registrados em um intervalo de pouco mais de 24 horas, o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) realizou uma reunião para discutir novas ações preventivas. Apesar da preocupação, o comitê informou que não pretende interditar trechos de praias neste momento.
Entre as medidas anunciadas está a retomada do monitoramento científico dos tubarões que circulam pela costa pernambucana, atividade que estava suspensa desde 2015. A previsão é que, a partir de julho, 50 animais recebam microchips capazes de fornecer informações sobre deslocamento, comportamento e áreas de reprodução.
Além disso, o Estado pretende reforçar ações de educação ambiental e orientação aos banhistas, especialmente durante o período de férias. Segundo o Cemit, o objetivo é ampliar a conscientização da população sobre áreas de risco e contribuir para a prevenção de novos incidentes.
Por Juliana Santos
