Mesmo com restrições no orçamento, Exército segue monitorando fronteiras

Apesar das restrições orçamentárias impostas ao Ministério da Defesa, o Exército Brasileiro garante a continuidade das operações permanentes de vigilância e fiscalização nas fronteiras do país. As ações fazem parte da Operação Escudo, considerada estratégica para o combate aos crimes transfronteiriços e para a manutenção da presença do Estado brasileiro em áreas de fronteira.
O contingenciamento de R$ 4,3 bilhões no orçamento da Defesa, anunciado pelo governo federal no fim de maio, não afetou as atividades regulares já em andamento. Além do patrulhamento contínuo, o Exército também mantém as ações extraordinárias de combate ao crime que foram iniciadas antes do bloqueio de recursos.
No entanto, a limitação orçamentária poderá impactar operações adicionais previstas para reforçar a fiscalização em determinadas regiões fronteiriças. Essas medidas de intensificação ainda estavam em fase de planejamento e passam por reavaliação da Força, que analisa possíveis ajustes diante do novo cenário financeiro. O levantamento das atividades que poderão ser alteradas ou adiadas ainda não foi concluído.
Realizada ao longo de todo o ano, a Operação Escudo reúne ações de vigilância terrestre, patrulhamento fluvial, inspeções e missões de reconhecimento em áreas de fronteira. O objetivo é coibir atividades ilícitas e reforçar a soberania nacional em regiões consideradas estratégicas.
Entre os principais alvos da operação estão o narcotráfico, o tráfico de armas e munições, além de crimes ambientais. O enfrentamento dessas práticas também conta com a atuação da Polícia Federal, em parceria com as polícias civis e militares dos estados localizados na faixa de fronteira.
Por Jorge Brandão
