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Polícia

Operação investiga rede de exploração sexual e trabalho escravo em Pernambuco e outros dois estados do Nordeste


  • 11 de junho de 2026 às 11h34min

Mandados foram cumpridos em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte para identificar possíveis vítimas de tráfico de pessoas e exploração sexual. (Foto: Reprodução)

A Operação Donos da Noite cumpriu, nesta quarta-feira (10), nove mandados judiciais em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte para investigar uma possível rede interestadual de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual e submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão.

A ação foi deflagrada pela Polícia Federal, com apoio do Ministério Público Federal, do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho e Emprego. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal da Paraíba.

Além do cumprimento das ordens judiciais, equipes da força-tarefa realizaram fiscalizações nos estabelecimentos investigados para identificar possíveis vítimas e reunir provas sobre os crimes apurados.

As investigações tiveram início após informações repassadas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Guarabira. A partir dos dados coletados, a Polícia Federal aprofundou as apurações sobre o funcionamento dos locais investigados.

Segundo a PF, há indícios de que mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica estariam sendo submetidas à exploração sexual por meio de mecanismos de controle, como imposição de dívidas, metas de consumo e aplicação de multas. Também são investigadas possíveis transferências de mulheres entre estabelecimentos localizados nos três estados.

Durante a operação, os agentes buscaram documentos, aparelhos celulares, computadores, registros contábeis, comprovantes de movimentação financeira, máquinas de cartão e outros materiais que possam auxiliar na identificação de vítimas e suspeitos, além de rastrear recursos relacionados às atividades investigadas.

De acordo com a Polícia Federal, os fatos apurados podem caracterizar os crimes de redução à condição análoga à de escravo, tráfico de pessoas, manutenção de casa de prostituição e rufianismo. As investigações seguem em andamento e outros crimes poderão ser identificados ao longo da apuração.

O nome da operação faz referência aos estabelecimentos de funcionamento noturno que, segundo os indícios reunidos até o momento, teriam sido utilizados para a exploração de mulheres em situação de vulnerabilidade.

Por Mirelly Rodrigues