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Economia

Turismo religioso gera mais de R$ 1,2 bilhão para a economia de Pernambuco


  • 16 de junho de 2026 às 17h23min

O estudo aponta que as celebrações tradicionais exercem influência significativa sobre a atividade econômica, beneficiando segmentos como hospedagem, alimentação, transporte, artesanato e comércio informal. (Foto: reprodução)

Muito além das manifestações de devoção e cultura popular, as principais festas religiosas e os festejos juninos de Pernambuco se consolidam como importantes motores da economia estadual. Em 2025, esses eventos movimentaram mais de R$ 1,2 bilhão, impulsionando o comércio, o turismo e o setor de serviços em diferentes regiões do estado, além de atrair milhões de participantes.

Os dados fazem parte de um levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE), elaborado com base em informações da Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco (Setur-PE). O estudo aponta que as celebrações tradicionais exercem influência significativa sobre a atividade econômica, beneficiando segmentos como hospedagem, alimentação, transporte, artesanato e comércio informal.

De acordo com o economista da Fecomércio Pernambuco, Rafael Lima, o calendário de eventos religiosos e culturais tem impacto direto na geração de renda e no fortalecimento dos negócios locais. “A concentração de público gera aumento da demanda e estimula a oferta de bens de consumo não duráveis e de serviços de apoio, como alimentação, transporte e hospedagem. Do ponto de vista financeiro, esse movimento acelera a circulação de capital e fortalece os pequenos negócios. Trata-se de um período que contribui para a recomposição de caixa de empreendedores e para a geração de renda de trabalhadores autônomos”, afirma.

Entre os eventos analisados, as festas juninas responderam pela maior parcela da movimentação financeira registrada no estado. Sozinhas, elas geraram R$ 1,1 bilhão em receitas e atraíram cerca de 1,6 milhão de visitantes. Principal polo do ciclo junino pernambucano, Caruaru concentrou R$ 737,6 milhões desse montante e recebeu mais de 4 milhões de pessoas durante a programação. O efeito econômico também alcançou outros municípios do interior, como Gravatá, Surubim, Bezerros e Petrolina, fortalecendo a cadeia produtiva ligada ao turismo e ao comércio.

O turismo religioso também apresentou resultados expressivos ao longo do ano. No Recife, a Festa do Morro da Conceição reuniu aproximadamente 2,5 milhões de fiéis, enquanto a celebração de Nossa Senhora do Carmo levou cerca de 300 mil devotos às ruas da capital.

No Agreste, a Romaria do Venerável Frei Damião, realizada em São Joaquim do Monte, registrou crescimento de público em sua 32ª edição, realizada em agosto. O evento reuniu mais de 300 mil participantes, superando a média histórica de 200 mil romeiros observada em anos anteriores e reforçando a importância do turismo de fé para a economia regional.

Por Jorge Brandão