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Casos de queimaduras aumentam no São João e especialistas reforçam cuidados com fogueiras e fogos


  • 18 de junho de 2026 às 09h36min

Hospital da Restauração atende cerca de 3 mil vítimas de queimaduras por ano; mãos e pés estão entre as regiões mais atingidas durante o período junino. (Foto: Divulgação)

As tradicionais festas juninas, marcadas por fogueiras, fogos de artifício e celebrações populares, também costumam provocar um aumento no número de acidentes com queimaduras. Em Pernambuco, o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital da Restauração (HR), no Recife, registra cerca de 3 mil atendimentos por ano relacionados a esse tipo de ocorrência.

De acordo com a unidade, a maior parte dos pacientes é formada por adultos, e os acidentes estão geralmente ligados ao contato com chamas de fogueiras, fogões e artefatos pirotécnicos. Mãos e pés aparecem entre as regiões do corpo mais atingidas.

Em caso de queimadura, a recomendação é lavar imediatamente o local afetado com água corrente. Quando houver formação de bolhas, a orientação é cobrir a área com um pano limpo e procurar atendimento médico o mais rápido possível.

Especialistas alertam que não devem ser utilizados produtos caseiros sobre a lesão, como pasta de dente, café, gelo, manteiga ou pomadas sem orientação profissional. Essas substâncias podem agravar a queimadura, dificultar o tratamento e aumentar o risco de infecções. Também não é recomendado tocar a área queimada com as mãos, furar bolhas, retirar tecidos grudados à pele ou tentar remover objetos aderidos à região afetada.

Além da dor e dos danos imediatos, queimaduras mais profundas podem deixar sequelas permanentes, como cicatrizes extensas e limitações de movimento, exigindo tratamentos prolongados e até procedimentos cirúrgicos.

Para evitar acidentes, o Corpo de Bombeiros orienta que as fogueiras sejam montadas em locais abertos e afastados de residências, veículos, vegetação e redes elétricas. A altura recomendada é de até 1,5 metro. O uso de álcool, gasolina ou outros líquidos inflamáveis para acender o fogo também deve ser evitado.

No caso dos fogos de artifício, a recomendação é adquirir os produtos apenas em estabelecimentos autorizados e seguir todas as instruções do fabricante. Os artefatos devem ser utilizados em áreas abertas e longe de pessoas, construções e materiais inflamáveis.

Os bombeiros reforçam ainda que crianças não devem manusear fogos de artifício e que produtos que falharem não devem ser reacendidos, já que podem explodir de forma inesperada e causar acidentes graves.

Com a intensificação das comemorações juninas em todo o estado, os cuidados são considerados fundamentais para que a tradição seja mantida sem colocar a segurança da população em risco.

Por Mirelly Rodrigues