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Polícia

PF e CGU fazem operação contra suspeita de corrupção e fraude em contratos de dedetização em Pernambuco


  • 18 de junho de 2026 às 14h02min

Operação Infesto cumpre nove mandados em Pernambuco e na Paraíba e investiga esquema que teria movimentado R$ 3,8 milhões em contratos públicos entre 2020 e 2024. (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Superintendência da PF na Paraíba, deflagrou nesta quinta-feira (18) a Operação Infesto para investigar um suposto esquema de fraude em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos de serviços de dedetização e impermeabilização em Pernambuco.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, sendo oito na Região Metropolitana do Recife, nos municípios de Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Paulista, e um em João Pessoa, na Paraíba.

Segundo a investigação, foram identificadas movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica da empresa investigada, além de saques frequentes em espécie e transferências para diversas pessoas físicas. Os contratos sob apuração somam R$ 3,8 milhões entre 2020 e 2024, dos quais cerca de R$ 2,3 milhões teriam sido pagos com recursos federais.

A PF afirma que os valores recebidos pela empresa eram posteriormente distribuídos a integrantes do núcleo familiar da sócia e a terceiros, com uso de operadores financeiros e empresas interpostas para ocultar a origem do dinheiro. Também há indícios de repasses a agente público em período coincidente com a execução dos contratos, o que pode indicar pagamento de vantagem indevida.

De acordo com a Polícia Federal, parte significativa dos contratos investigados foi celebrada com dispensa de licitação e tinha como objeto serviços de controle de pragas e sanitização, contexto em que surgiram os indícios de irregularidades.

Os mandados têm o objetivo de apreender documentos, computadores, celulares e outros materiais que possam auxiliar no aprofundamento das investigações e na identificação dos responsáveis.

Os investigados poderão responder por associação criminosa, peculato, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal destacou que as investigações continuam em andamento e que os fatos ainda estão sendo apurados.

Por Mirelly Rodrigues