Ambulante é baleado durante fiscalização em Porto de Galinhas e caso será investigado

Um ambulante foi baleado no abdômen durante uma ação de fiscalização realizada na manhã desta segunda-feira (22), na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. Segundo a Prefeitura de Ipojuca, o disparo teria partido da arma de um agente da Guarda Civil Municipal durante uma abordagem a um trabalhador que atuava sem autorização no local. A vítima foi socorrida e encaminhada para atendimento médico, enquanto o caso será investigado pelos órgãos competentes.
De acordo com a administração municipal, o ambulante já havia sido orientado anteriormente sobre a necessidade de regularização para exercer atividade comercial na área. Durante uma nova fiscalização, ele teria reagido de forma agressiva aos fiscais, o que levou ao acionamento da Guarda Municipal para dar apoio à operação.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que o trabalhador é contido por agentes da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), atraindo a atenção de banhistas e comerciantes que estavam na praia. Nas gravações, os guardas conduzem o homem até uma viatura.
Em nota, a Prefeitura de Ipojuca informou que o disparo ocorreu de forma acidental durante a tentativa de contenção do ambulante. Segundo a gestão, a vítima teria entrado em contato involuntário com a arma de um dos agentes no momento da abordagem.
Após o incidente, o homem foi socorrido pelos próprios guardas municipais e levado para uma unidade de saúde. Conforme boletim médico divulgado pela prefeitura, o projétil atravessou o corpo da vítima. O estado de saúde é considerado estável, e ele aguarda transferência para o Hospital Dom Helder Câmara, no Cabo de Santo Agostinho, onde deverá receber atendimento especializado.
A Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que os agentes envolvidos atuavam dentro de suas atribuições legais e que o episódio será apurado conforme os protocolos administrativos e investigativos previstos. As circunstâncias do disparo serão analisadas pelas autoridades responsáveis.
Por Mirelly Rodrigues
