Ampliação da licença-paternidade pode reduzir desigualdade no mercado de trabalho

A ampliação da licença-paternidade no Brasil reacendeu o debate sobre desigualdade de gênero no mercado de trabalho. A nova legislação prevê aumento gradual do afastamento dos pais, passando dos atuais cinco dias para até 20 dias até 2029, além de ampliar o acesso ao benefício para trabalhadores informais.
Segundo especialistas, a medida pode ajudar a reduzir a discriminação contra mulheres no momento da contratação. Isso porque o afastamento para cuidados com os filhos deixa de ser uma responsabilidade concentrada apenas nas mães, diminuindo o impacto negativo que a maternidade costuma ter na carreira feminina.
Apesar do avanço, o Brasil ainda está distante de países que adotam modelos mais equilibrados de licença parental. Especialistas destacam que, além da mudança na lei, é necessário ampliar políticas de apoio à maternidade e incentivar a divisão de responsabilidades para reduzir desigualdades no mercado de trabalho.
Por Millena Galvão
