Anvisa mantém suspensão de lotes de produtos Ypê por falhas sanitárias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve a suspensão da comercialização, distribuição e uso de lotes específicos de produtos da Ypê. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (15) no Diário Oficial da União e abrange desinfetantes, detergentes lava-louças e lava-roupas líquidos fabricados antes de determinadas datas estabelecidas pela agência.
Segundo a Anvisa, a medida foi adotada após a identificação de irregularidades durante uma inspeção sanitária realizada entre os dias 27 e 30 de abril deste ano na unidade industrial da empresa, localizada em Amparo, no interior de São Paulo.
Foram suspensos todos os lotes com final 1 dos desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê fabricados antes de 1º de março de 2026. A mesma restrição vale para detergentes lava-louças de diferentes versões e linhas da marca produzidos antes da mesma data. Já os lava-roupas líquidos das marcas Tixan Ypê e Ypê tiveram suspensos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de abril de 2026.
De acordo com a agência reguladora, análises apresentadas pela empresa indicaram resultados satisfatórios para os produtos fabricados após esses períodos, motivo pelo qual a suspensão foi mantida apenas para os lotes mais antigos.
A crise envolvendo os produtos começou em maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes após identificar 76 irregularidades sanitárias consideradas graves nos processos de fabricação. Entre as preocupações apontadas pela fiscalização estava o risco de contaminação microbiológica.
O caso ganhou maior repercussão porque, em novembro de 2025, a empresa já havia registrado um episódio de contaminação microbiológica em produtos da linha de lava-roupas, envolvendo a bactéria Pseudomonas aeruginosa.
Segundo a Anvisa, a bactéria é comum no meio ambiente e geralmente não oferece riscos para pessoas saudáveis. No entanto, pode provocar infecções em indivíduos com o sistema imunológico comprometido, como idosos, pacientes em tratamento contra câncer, transplantados e pessoas com doenças que reduzem a imunidade.
A agência informou que os produtos afetados que já estão no mercado continuarão sendo monitorados em conjunto com a fabricante, dentro das medidas de vigilância sanitária estabelecidas.
Por Mirelly Rodrigues
