Após 21 anos, Justiça marca julgamento de Marcola por morte de policial

Mais de duas décadas após a morte de um policial militar, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. A Justiça de São Paulo marcou para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027 a sessão que vai analisar a acusação de envolvimento do réu na morte de um PM e na tentativa de homicídio de outro agente.
Os crimes ocorreram em 12 de maio de 2006, em Jundiaí, no interior de São Paulo. A denúncia contra Marcola e os demais acusados foi apresentada em 4 de setembro daquele ano. Segundo a defesa, o julgamento ocorrerá cerca de 21 anos depois do início da ação penal.
Os réus foram pronunciados em 2009, o que significa que a Justiça decidiu que havia elementos suficientes para que o caso fosse levado ao Tribunal do Júri. Dez anos depois, em 2019, o processo foi transferido para outra comarca por motivos de segurança. A mudança de local é chamada de desaforamento.
A demora no andamento do processo é questionada pela defesa de Marcola. Em nota divulgada nesta terça-feira (25), o advogado Bruno Ferullo afirmou que o período transcorrido desde os crimes é excessivo e pode comprometer o direito do acusado a um julgamento dentro de um prazo considerado razoável.
Segundo o advogado, o tempo também pode prejudicar a preservação das provas e a memória das testemunhas que deverão participar do julgamento.
A defesa afirma ainda que, em 2023, a Justiça de São Paulo reconheceu a existência de excesso de prazo no andamento da ação penal. O advogado esclareceu que a prisão cumprida atualmente por Marcola está relacionada a condenações em outros processos.
Por Jorge Brandão
