Arrecadação federal cresce 6,97% e registra novo recorde no acumulado do ano

A arrecadação de tributos federais atingiu R$ 239,4 bilhões em setembro, o maior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 1995, considerando os valores corrigidos pela inflação. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (22) pela Receita Federal.
De janeiro a setembro de 2026, o recolhimento acumulado chegou a R$ 2,38 trilhões, com crescimento real de 6,97% em comparação com o mesmo intervalo de 2025. O resultado representa o terceiro recorde consecutivo para os nove primeiros meses do ano.
Na série histórica corrigida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a arrecadação acumulada foi de R$ 2,23 trilhões em 2025, R$ 2,15 trilhões em 2024, R$ 1,96 trilhão em 2023 e R$ 1,98 trilhão em 2022. Em 2021, o total foi de R$ 1,81 trilhão, enquanto em 2020 chegou a R$ 1,48 trilhão.
Na comparação entre setembro de 2026 e o mesmo mês do ano anterior, a arrecadação total apresentou avanço real de 5,62%. Já as receitas administradas diretamente pela Receita Federal, que reúnem a maior parte dos tributos federais, somaram R$ 231,4 bilhões no mês, com alta de 5,03% acima da inflação.
No acumulado de janeiro a setembro, as receitas administradas pelo Fisco alcançaram R$ 2,25 trilhões em valores correntes, segundo os dados divulgados pelo órgão.
Por Jorge Brandão
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