Artesanato do Alto do Moura busca selo de indicação geográfica

Os artesãos do Alto do Moura deram um passo fundamental para obter o selo de Indicação Geográfica (IG) para o artesanato de barro da região. Foi criada a Associação de Desenvolvimento Econômico e Social do Alto do Moura (Adesam), que será a instituição responsável por formalizar o pedido de registro junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A associação tem como presidente Kátia Vitalino, bisneta do Mestre Vitalino. Segundo ela, o objetivo é garantir o reconhecimento e a valorização do artesanato, impedindo que a tradição se perca e mostrando à juventude que é possível ter futuro na área.
O selo de IG é um registro concedido a regiões conhecidas por um produto ou que possuem características distintivas ligadas ao seu meio geográfico. O processo visa fortalecer a cadeia produtiva, abrir novos mercados e impulsionar o desenvolvimento local.
A criação da Adesam é parte de um projeto maior do Sebrae/PE e da Adepe, que já resultou na fundação de seis associações e na adaptação de uma para buscar o selo em Pernambuco. Outras tradições do estado que buscam o reconhecimento incluem o bolo de rolo, a renda renascença de Poção e o mel do Araripe.
Atualmente, Pernambuco possui três IGs registradas: o Porto Digital, os Vinhos do Vale do São Francisco e as Uvas e Mangas Vale do Submédio do São Francisco. O projeto de novas IGs tem previsão de ser finalizado até 2026. Os próximos passos no Alto do Moura incluem a criação de um selo de design distintivo que represente o artesanato do local.
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