Associação dos Forrozeiros de Caruaru marca protesto em frente à prefeitura para esta quarta-feira (06)

Após a divulgação da programação oficial do São João de Caruaru 2022, artistas, associações, trios de forró, banda de pífanos, grupos de bacamarteiros, e demais expressões da cultura popular vão realizar um protesto na próxima quarta-feira (06) em frente à prefeitura da cidade, às 11h. A principal reivindicação é a solicitação em prol da valorização profissional da cultura popular, levando em consideração os inúmeros prejuízos promovidos pela pandemia da Covid-19, que fez a principal festa do ano em Caruaru ser cancelada por dois anos seguidos. O protesto ocorre no ano em que o forró se tornou patrimônio cultural imaterial do Brasil.
De acordo com o presidente da Associação dos Forrozeiros de Caruaru (ASFOC), Didi Caruaru, o objetivo do movimento é estabelecer um diálogo e agenda com o novo prefeito, Rodrigo Pinheiro (PSDB), já que, segundo ele, nunca houve diálogo com a ex-prefeita Raquel Lyra. O Maestro Mozart Vieira, que também faz parte do movimento, afirmou que é preciso discutir as necessidades e especificidades dos fazedores de cultura, e priorizar recursos para nossos artistas.
Armandinho, artista da Banda Fulô de Mandacaru e defensor da pauta cultural em Caruaru e Pernambuco, destacou que foi acionado pela categoria e contribuirá no fortalecimento do diálogo com o prefeito de Caruaru. Ele afirmou não ter dúvidas que um caminho vai ser encontrado para ajudar os artistas, a cultura, e o forró.
O cantor Armandinho liderou o Movimento “Somos Forró” durante a pandemia e conseguiu articular importantes conquistas para categoria, com destaque para auxílios emergenciais nos municípios e estado, além de conseguir alterar uma resolução do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) que proibia a contratação de artistas por meio de live-shows pelos órgãos públicos. Ele apresentou ainda um plano de retomada para cadeia produtiva cultural na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados.
O presidente da ASFOC destacou ainda que “a discussão não está em tocar ou não no São João. Nossa discussão está centrada em corrigir o cachê dos nossos artistas, bem como pactuar a quantidade de festas com critérios transparentes e equitativos”.
Por Gabriel Pedroza
