Aumento da mistura de etanol na gasolina deve elevar em 6% a demanda pelo biocombustível

O aumento do percentual obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina deve elevar em cerca de 6% a demanda pelo biocombustível no Brasil em 2026. A estimativa é do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar), após a aprovação da medida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que determinou a elevação da mistura de 30% para 32%. A nova regra entra em vigor no dia 1º de agosto.
Em Pernambuco, onde a safra de cana-de-açúcar deve começar entre agosto e setembro, a expectativa é de impacto positivo para toda a cadeia produtiva. O estado responde por aproximadamente 3% da produção nacional de etanol e, segundo o setor, a mudança oferece maior previsibilidade para os produtores ao ampliar o volume de vendas do combustível.
A medida faz parte da Lei do Combustível do Futuro e busca ampliar o uso de biocombustíveis, reduzir a dependência de combustíveis fósseis e diminuir a emissão de gases de efeito estufa. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a adoção da mistura E32 poderá evitar a importação de cerca de 900 milhões de litros de gasolina por ano.
Além do aumento da participação do etanol na gasolina, a legislação prevê a ampliação gradual da mistura de biodiesel ao diesel e incentiva o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis para a aviação. A expectativa do setor é de que, nos próximos anos, os biocombustíveis ocupem um espaço cada vez maior na matriz energética brasileira.
Pernambuco também se destaca pelas pesquisas voltadas ao desenvolvimento de novas tecnologias para o setor sucroenergético. Instituições como o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene) e a Estação Experimental de Cana-de-Açúcar de Carpina desenvolvem estudos para aprimorar a produção e o melhoramento genético da cana-de-açúcar.
Por Mirelly Rodrigues
