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Economia

Bancos privados aumentam juros para financiamento de imóveis


  • 29 de outubro de 2026 às 21h10min

Um dos fatores que contribuem para o encarecimento do crédito imobiliário é a redução da participação da caderneta de poupança como fonte de recursos para financiar imóveis. (Foto: reprodução)

Quem pretende financiar a compra da casa própria deve encontrar juros mais elevados nas principais instituições financeiras privadas do país. Em menos de uma semana, Bradesco e Itaú Unibanco anunciaram reajustes nas taxas do crédito imobiliário. O movimento mais recente foi do Itaú, que elevou a taxa mínima para 12,95% ao ano, acrescida da Taxa Referencial (TR), a partir desta quinta-feira (29).

Antes da mudança, o banco oferecia juros a partir de 11,99% ao ano mais TR. De acordo com o levantamento da MySide, proptech que acompanha mensalmente as condições de financiamento dos principais bancos, a menor taxa disponível passou para 12,89%. Para os clientes que não fazem parte do segmento Private, o percentual estabelecido é de 12,95% ao ano.

Em comunicado, o Itaú atribuiu o reajuste às oscilações recentes nas curvas de juros futuros, que registraram alta após o segundo turno das eleições. Segundo a instituição, o financiamento imobiliário depende de recursos captados no mercado, o que faz com que os custos das operações acompanhem as variações das taxas de juros.

O banco informou que a atualização busca adequar as condições de financiamento aos custos atuais de captação e manter a sustentabilidade das operações. Também ressaltou que os juros efetivamente oferecidos podem variar de acordo com o perfil e o relacionamento de cada cliente com a instituição.

Um dos fatores que contribuem para o encarecimento do crédito imobiliário é a redução da participação da caderneta de poupança como fonte de recursos para financiar imóveis. Segundo dados do Banco Central, a modalidade representava 34% do financiamento do setor em dezembro de 2023, percentual que caiu para 29% em dezembro de 2025.

Com a diminuição dos recursos provenientes da poupança, as instituições financeiras recorrem a outras alternativas de captação, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs). O custo desses instrumentos acompanha mais de perto as oscilações dos juros futuros, o que pode refletir nas condições oferecidas aos consumidores.

O Bradesco também justificou o aumento de suas taxas com base na elevação dos juros praticados no mercado. A instituição informou que a atualização ocorreu em função do aumento verificado nas taxas de juros, movimento que acompanha a pressão sobre os custos de captação do crédito imobiliário.

Com os reajustes, o financiamento da casa própria passa a exigir maior atenção dos consumidores, que devem considerar não apenas a taxa de juros, mas também a TR, o prazo de pagamento, o valor da entrada e o custo efetivo total da operação antes de contratar o crédito.

Por Jorge Brandão 

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