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Economia

Bancos reduzem previsão de crescimento da economia brasileira para 2027


  • 7 de novembro de 2026 às 08h36min

Instituições financeiras projetam inflação acima de 5% e juros elevados, com risco de desaceleração da atividade econômica. (Foto: Reprodução)

Instituições financeiras brasileiras reduziram suas projeções de crescimento da economia para 2027, diante da perspectiva de juros elevados, inflação persistente e dificuldades no equilíbrio das contas públicas.

Segundo análises de Bradesco, Itaú, C6 Bank, Inter, PicPay e XP Investimentos, o Produto Interno Bruto (PIB) poderá crescer entre 0,3% e 1,2% no próximo ano.

A XP Investimentos reduziu sua estimativa de crescimento de 1% para 0,3%. O Bradesco passou a projetar 0,4%; o Itaú, 0,5%; o Inter, 0,7%; e o C6 Bank, 1,2%.

As instituições também revisaram para cima as expectativas de inflação. Todas passaram a prever alta dos preços superior a 5% em 2027, com estimativas que chegam a 6,1%, segundo o Itaú.

Entre os fatores apontados estão a valorização do dólar, o aumento dos custos de alimentos e combustíveis e as incertezas relacionadas às contas públicas.

Juros elevados

O cenário também reduziu as expectativas de queda da taxa básica de juros, a Selic. Itaú, XP e C6 Bank projetam que a taxa permaneça em 13,75% ao ano até o fim de 2027. Outras instituições estimam uma redução mais limitada.

Juros elevados encarecem empréstimos, dificultam o acesso ao crédito e reduzem o consumo das famílias e os investimentos das empresas.

Economistas alertam para o risco de um cenário de baixo crescimento acompanhado de inflação elevada, conhecido como estagflação.

As projeções poderão ser revistas conforme o comportamento da inflação, do câmbio e das contas públicas ao longo dos próximos meses.

Por Viliane Gomes

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