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Economia

Brasil amplia exportação de miúdos suínos para a China


  • 28 de setembro de 2026 às 07h38min

Novo acordo sanitário permite a venda de mais produtos, com expectativa de movimentar mais de US$ 100 milhões por ano. (Foto: Reprodução)

O Brasil poderá ampliar a exportação de produtos suínos para a China após a assinatura de um acordo sanitário entre os dois países. O protocolo foi firmado no sábado (26), durante reunião entre o ministro da Agricultura, André de Paula, e o embaixador chinês no Brasil, Zhu Qingqiao.

Com a medida, o mercado chinês passa a aceitar uma variedade maior de produtos brasileiros, incluindo fígado, coração, rins, estômagos, pele, cartilagem e ossos suínos. Também estão autorizados cortes de carne congelada, além de outros miúdos e coprodutos comestíveis.

Até então, o Brasil podia exportar apenas alguns tipos de miúdos para a China, como pés, orelhas, rabo, língua e focinho. A ampliação foi possível após o reconhecimento do país como livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Segundo estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a abertura pode permitir a comercialização de mais de 100 mil toneladas de miúdos suínos por ano, com receita superior a US$ 100 milhões para o setor brasileiro.

As negociações envolveram a definição de exigências sanitárias, regras de certificação e condições para habilitar os estabelecimentos interessados em exportar. A formalização ocorreu após uma auditoria chinesa em frigoríficos, fazendas, abatedouros e laboratórios oficiais brasileiros, distribuídos por seis estados.

De acordo com o Ministério da Agricultura, a China importa cerca de US$ 2,5 bilhões por ano em miúdos suínos. A ampliação do acesso ao mercado deve abrir novas possibilidades comerciais para a produção brasileira, especialmente de produtos que têm menor valor agregado no mercado interno.

Por Mirelly Rodrigues