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Trabalho

Brasileiros ainda preferem emprego com carteira assinada, aponta pesquisa


  • 10 de abril de 2026 às 13h42min

Levantamento da CNI mostra que estabilidade e direitos trabalhistas seguem como principais atrativos. (Foto: Reprodução)

A maioria dos brasileiros ainda prefere o emprego formal com carteira assinada, segundo a 67ª edição da pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira”, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (10).

De acordo com o levantamento, 36,3% das pessoas ocupadas que buscaram trabalho no mês anterior apontaram as vagas regidas pela CLT como as mais atrativas. O trabalho autônomo aparece em segundo lugar, com 18,7%, seguido pelo emprego informal, com 12,3%.

Outras modalidades, como atuação em plataformas digitais (10,3%), abertura do próprio negócio (9,3%) e contratos como pessoa jurídica (6,6%), também foram citadas, mas com menor preferência.

A pesquisa indica que, mesmo com o crescimento de novas formas de trabalho, os brasileiros ainda valorizam a estabilidade, os direitos trabalhistas e a proteção social oferecidos pelo emprego formal.

Entre os jovens, essa preferência é ainda maior. Na faixa de 25 a 34 anos, 41,4% consideram a carteira assinada como a melhor opção. Já entre os que têm de 16 a 24 anos, o índice chega a 38,1%.

O estudo também revela que 20% dos entrevistados não encontraram oportunidades consideradas atrativas, o que indica dificuldade em alinhar expectativas com as vagas disponíveis.

Apesar disso, a satisfação com o trabalho atual é alta: 95% dos entrevistados afirmaram estar satisfeitos, sendo 70% muito satisfeitos. Apenas 4,6% declararam insatisfação.

Outro dado apontado é a baixa movimentação no mercado de trabalho. Apenas 20% dos trabalhadores buscaram uma nova colocação nos 30 dias anteriores à pesquisa. Entre os mais jovens, esse percentual é maior, enquanto cai significativamente entre profissionais com mais de 60 anos.

A pesquisa ouviu 2.008 pessoas em todo o país, entre os dias 10 e 15 de outubro de 2025, e reflete um cenário de valorização da segurança no emprego em meio às mudanças nas relações de trabalho.

Por: Mirelly Rodrigues