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Agreste

Canhotinho ganha fábrica têxtil dentro de unidade de ressocialização


  • 20 de setembro de 2026 às 13h07min

Projeto oferece trabalho remunerado, capacitação profissional e possibilidade de redução de pena para participantes. (Foto: Reprodução/Seap)

Uma nova oportunidade de formação profissional começou a ser oferecida a pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional em Canhotinho. Uma fábrica de confecções passou a funcionar no Centro de Ressocialização do Agreste, com estrutura para produzir roupas em escala industrial, especialmente peças de jeans. O espaço tem 30 máquinas de costura e iniciou as atividades com 56 trabalhadores, podendo alcançar até 200.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco e uma empresa de confecções. Para participar, os interessados passam por uma seleção que considera os critérios exigidos para cada função e uma avaliação psicossocial. As atividades podem ocupar jornadas de 36 ou 44 horas semanais, conforme a organização da produção. A remuneração corresponde a 75% do salário mínimo, enquanto os outros 25% são destinados a uma reserva financeira que será entregue ao trabalhador após a liberação.

O trabalho também pode ajudar na redução do tempo de cumprimento da pena. Pela regra de remição, cada três dias trabalhados podem resultar em um dia a menos de pena. A proposta, segundo a Secretaria, é unir emprego e qualificação à preparação para o retorno ao convívio social e ao mercado de trabalho. A expectativa é que a experiência adquirida durante a atividade profissional contribua para novas oportunidades após a saída do sistema prisional.

Por Juliana Santos