Casos de Parkinson podem ultrapassar 25 milhões até 2050, aponta estudo

O número de pessoas com doença de Parkinson no mundo pode mais que dobrar nas próximas décadas. Atualmente, cerca de 10 milhões de pessoas convivem com a condição, mas a projeção é de que esse total alcance 25,2 milhões até 2050, representando um aumento de 112%, segundo estudo publicado na revista científica The BMJ.
O envelhecimento da população é apontado como um dos principais fatores para o crescimento dos casos. A doença afeta principalmente pessoas acima dos 65 anos, embora também possa surgir de forma precoce em indivíduos mais jovens. Além da idade, pesquisas indicam maior incidência entre trabalhadores rurais expostos a agrotóxicos.
Embora os tremores sejam o sintoma mais conhecido, especialistas destacam que a doença pode apresentar sinais anos antes do comprometimento motor. Entre os principais indícios estão perda do olfato, prisão de ventre persistente, depressão, alterações do sono, lentidão nos movimentos e rigidez muscular.
Atualmente não existe cura para o Parkinson, mas hábitos saudáveis podem contribuir para retardar a progressão da doença. A prática regular de atividade física, alimentação equilibrada e o controle da saúde cardiovascular são apontados como aliados importantes para preservar a qualidade de vida dos pacientes. Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce continua sendo fundamental para iniciar o tratamento e reduzir os impactos da doença.
Por Millena Galvão
