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Saúde

Casos graves de doenças respiratórias aumentam entre crianças em MS, PA e RJ, aponta Fiocruz


  • 16 de novembro de 2025 às 10h09min

Boletim InfoGripe revela avanço da SRAG impulsionado por rinovírus e alerta para risco elevado em diversas regiões. (Foto: Reprodução)

O mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz, aponta crescimento preocupante de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças e adolescentes em Mato Grosso do Sul, Pará e Rio de Janeiro. Esses estados apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco, com destaque para o avanço do rinovírus como principal agente causador.

Apesar de uma aparente estabilidade nas tendências gerais, os registros de SRAG seguem elevados entre o público infantil. No Rio de Janeiro, além do rinovírus, o metapneumovírus e a influenza A também têm contribuído para o aumento das internações de crianças entre 0 e 4 anos. Já em Mato Grosso do Sul, o crescimento de casos também atinge adultos de 15 a 49 anos, embora ainda sem identificação laboratorial do vírus predominante.

Além dos três estados com crescimento expressivo, outras 11 unidades da Federação apresentam incidência elevada de SRAG, embora sem tendência clara de alta. Segundo a pesquisadora Tatiana Portella, a maioria dos casos nesses locais ocorre entre crianças e adolescentes de até 14 anos, com predominância do rinovírus. Nos estados do Sul, o metapneumovírus também tem papel relevante.

Cenários específicos

  • Goiás mantém incidência moderada após pico de influenza A, que agora está em queda.
  • São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia registram aumento contínuo de hospitalizações por influenza A.
  • Paraná, Santa Catarina e São Paulo seguem com alta de SRAG por Covid-19.
  • Espírito Santo e Mato Grosso do Sul voltam a apresentar crescimento de casos relacionados à Covid-19.
  • Porto Alegre e São Paulo estão em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de alta nas últimas quatro semanas. Na capital paulista, o aumento se concentra entre jovens, adultos e idosos, impulsionado por influenza A e Covid-19.

Até o momento, foram registrados 207.852 casos de SRAG no país, sendo 52,7% positivos para algum vírus respiratório. Os principais agentes identificados são o vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus e influenza A. A maior parte dos casos ocorre entre crianças, enquanto os óbitos se concentram entre idosos. A influenza A responde por quase metade das mortes por SRAG neste ano, seguida por Covid-19, rinovírus e VSR.