Cineasta caruaruense Sérgio Oliveira morre no Rio após complicações de dengue

Morreu na manhã desta segunda-feira (23), no Rio de Janeiro, o cineasta caruaruense Sérgio Oliveira, aos 65 anos. De acordo com informações repassadas pela família, ele não resistiu às complicações provocadas por um quadro de dengue hemorrágica.
Natural de Caruaru, Sérgio Oliveira construiu uma trajetória consolidada no cinema brasileiro, com reconhecimento nacional e internacional. Diretor, roteirista e produtor, ele nasceu em 3 de março de 1960 e iniciou sua carreira ainda nos anos 1990, atuando principalmente como roteirista e diretor.
Ao longo da carreira, ganhou projeção com o curta-metragem Praça Walt Disney (2011), exibido em importantes festivais internacionais, como Locarno, SXSW e IndieLisboa, e vencedor de mais de 45 prêmios. A obra ajudou a consolidar seu nome no circuito de festivais e abriu portas para novos projetos.
Entre seus trabalhos de maior destaque está o documentário Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos (2016), premiado com Melhor Direção e Melhor Fotografia no Festival Internacional do Rio. O filme retrata a trajetória de uma tradicional orquestra do sertão pernambucano e sua importância cultural e social.
Sérgio também dirigiu ou co-dirigiu produções como Estradeiros (2011), premiado na Semana dos Realizadores e eleito melhor filme pela Abraccine no Cine PE, além de Açúcar (2017), longa exibido em diversos festivais internacionais e bem recebido pela crítica.
Além da direção, atuou como roteirista e produtor em obras como Carro Rei (2021), Sangue Azul (2015) e Amor, Plástico e Barulho (2013). O trabalho mais recente como diretor foi anunciado como Amazônia Oktoberfesta (2025).
