Cobertura vacinal avança e Brasil reduz número de crianças zero-dose

O Brasil registrou um avanço significativo na vacinação infantil e deixou de figurar entre os 20 países com o maior número de crianças chamadas de “zero-dose” aquelas que não receberam sequer a primeira aplicação da vacina com componente DTP, representada no país pela pentavalente. Os dados foram divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
As estimativas da OMS e do Unicef mostram uma queda expressiva no número de crianças sem nenhuma dose da vacina. Em 2023, o país contabilizava cerca de 360 mil crianças nessa condição. O número caiu para 255 mil em 2024 e chegou a aproximadamente 50 mil em 2025, representando uma redução de quase 90% em relação a 2023.
A vacina pentavalente protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções provocadas pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib), responsável por doenças graves como meningite e pneumonia.
Segundo o levantamento, além da ampliação da cobertura vacinal, a melhoria dos sistemas de registro e monitoramento das imunizações contribuiu para tornar os dados mais completos e confiáveis, refletindo de forma mais precisa a situação da vacinação no país.
O resultado é atribuído às ações coordenadas pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios. Entre as principais estratégias adotadas estão o reforço das campanhas de vacinação, a retomada dos dias nacionais de mobilização, a busca ativa de crianças com esquemas vacinais incompletos, a ampliação da vacinação nas escolas, o fortalecimento da rede de salas de vacina e a modernização dos sistemas do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Por Jorge Brandão
