Companheira de FHC apoia interdição do ex-presidente

A justiça formalizou o processo de interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, após a apresentação de um documento de concordância por parte de sua companheira, Patrícia Kundrát. A manifestação foi protocolada na última segunda-feira (20) e inclui também o aval para que o filho, Paulo Henrique Cardoso, assuma a curatela.
Patrícia, que mantém união estável com o ex-presidente desde 2014, atendeu a uma determinação judicial que exigia sua anuência para dar prosseguimento ao processo. A exigência foi estabelecida pela juíza Ana Lúcia Xavier Goldman, responsável pela decisão na 2ª Vara da Família e Sucessões.
O procedimento também contou com a concordância das filhas de FHC, Luciana Cardoso e Beatriz Cardoso, mas a participação da companheira era considerada essencial para assegurar a legitimidade jurídica do processo, já que ela é diretamente envolvida na vida pessoal e patrimonial do ex-presidente.
A interdição foi motivada pelo agravamento do estado de saúde de FHC, especialmente em razão de um quadro avançado de Doença de Alzheimer, conforme apontado em laudo médico recente que indicou comprometimento significativo das funções cognitivas.
Por Jorge Brandão
