Construção civil inicia 2026 com pior desempenho em quase uma década

A indústria da construção começou o ano em queda acentuada. Janeiro de 2026 registrou o pior resultado em nove anos, com o índice de nível de atividade marcando 43,1 pontos, de acordo com a Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Os números revelam um cenário de retração. O índice de evolução do emprego caiu pelo terceiro mês consecutivo, passando de 45,7 pontos em dezembro para 45,3 em janeiro. A utilização da capacidade operacional também recuou, atingindo 64% — o menor patamar para o período em cinco anos.
A confiança empresarial segue em baixa. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da construção permanece abaixo da linha de 50 pontos há 14 meses, estacionado em 48,6 em fevereiro. Para a CNI, o pessimismo reflete a avaliação negativa das condições atuais das empresas e da economia, o que impacta diretamente decisões de investimento e produção.
As expectativas para os próximos seis meses também perderam força. Indicadores como compra de insumos, novos empreendimentos, contratação de mão de obra e nível de atividade recuaram em fevereiro, embora ainda se mantenham acima de 50 pontos, sinalizando algum otimismo moderado.
Já a intenção de investimentos, que vinha em alta, voltou a cair: o índice passou de 44,6 para 42,9 pontos, interrompendo quatro meses de crescimento.
A sondagem ouviu 312 empresas entre 2 e 12 de fevereiro, abrangendo pequenos, médios e grandes negócios.
