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Economia

Crédito avança, mas inadimplência continua no maior nível desde 2011


  • 30 de julho de 2026 às 18h40min

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Banco Central, por meio do Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito. (Foto: Reprodução/Internet)

A inadimplência no Sistema Financeiro Nacional (SFN) permaneceu em 4,7% em junho, mantendo o maior patamar da série histórica iniciada em março de 2011. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Banco Central, por meio do Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito.

O índice ficou estável em relação a maio, mas registra aumento de 1 ponto percentual na comparação com junho do ano passado, refletindo a persistência do elevado nível de atraso nos pagamentos de operações de crédito.

Entre as pessoas físicas, a taxa de inadimplência permaneceu em 5,6%, sem alteração no mês, porém com avanço de 1,2 ponto percentual em 12 meses. No segmento das empresas, o indicador ficou em 3,2%, também estável na comparação mensal e 0,5 ponto percentual acima do registrado um ano antes.

Considerando apenas as operações de crédito com recursos livres modalidade em que bancos têm maior autonomia para definir taxas e condições, a inadimplência permaneceu em 6,2%, repetindo o resultado de maio e acumulando alta de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025.

Nesse grupo, a taxa entre as empresas recuou 0,1 ponto percentual, encerrando junho em 4%. Já entre as famílias, o índice permaneceu em 7,6%, com aumento de 1,1 ponto percentual em 12 meses. Apesar do elevado nível de inadimplência, o estoque total de crédito continuou em expansão. O saldo das operações do Sistema Financeiro Nacional atingiu R$ 7,4 trilhões em junho, crescimento de 0,7% no mês e de 9,7% na comparação anual.

O Banco Central também informou que a taxa média de juros das novas concessões de crédito chegou a 33,4% ao ano, representando alta de 1,5 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado.

Os indicadores de endividamento das famílias seguem elevados. Em maio, o endividamento correspondeu a 49,8% da renda, com leve recuo de 0,1 ponto percentual no mês, mas aumento de 0,9 ponto percentual em 12 meses. Já o comprometimento da renda com o pagamento de dívidas subiu para 28,5%, avanço de 0,1 ponto percentual na comparação mensal e de 1,3 ponto percentual em relação ao ano anterior.

Enquanto isso, o governo aposta na ampliação da renegociação de débitos por meio do Desenrola Brasil 2.0, lançado em maio. Segundo o Executivo, cerca de 9 milhões de pessoas já aderiram ao programa, prorrogado até 31 de agosto, com expectativa de alcançar 10 milhões de beneficiários.

Por Jorge Brandão