Criminosos se passam pelo TSE para aplicar golpe com falsa pendência eleitoral

Mensagens que informam supostas pendências eleitorais e cobram uma taxa para regularizar o título de eleitor estão sendo utilizadas por criminosos para aplicar golpes. A fraude usa o nome do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), menciona o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) das vítimas e direciona os destinatários para páginas falsas que imitam os canais oficiais da Justiça Eleitoral.
A abordagem busca convencer os eleitores de que existem irregularidades em seus registros e de que o pagamento é necessário para evitar restrições. Nos links enviados, as vítimas podem ser induzidas a realizar transferências via Pix ou pagamentos por boleto, sob a justificativa de que precisam regularizar a situação eleitoral.
O uso de informações pessoais verdadeiras aumenta a aparência de legitimidade das mensagens e pode dificultar a identificação da fraude. Os criminosos também exploram a preocupação dos eleitores com a situação do título e possíveis consequências relacionadas ao cadastro eleitoral.
A Justiça Eleitoral não cobra taxas pelos serviços de emissão e atualização do título de eleitor. Também não solicita pagamentos nem dados pessoais ou bancários por WhatsApp, SMS ou e-mail para regularizar pendências. Por isso, mensagens com cobranças desse tipo devem ser tratadas com desconfiança, principalmente quando apresentam links externos e exigem pagamento imediato.
Para evitar prejuízos, a orientação é não clicar em links suspeitos, não efetuar pagamentos solicitados por mensagens e não fornecer dados pessoais ou bancários. Em caso de dúvida, o eleitor deve consultar diretamente os canais oficiais da Justiça Eleitoral e verificar sua situação cadastral antes de tomar qualquer providência.
Por Jorge Brandão
