Defesa de Vorcaro pede intervenção internacional por supostas violações de direitos humanos

A defesa do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, levou o caso a uma instância internacional na tentativa de questionar as condições de sua prisão preventiva. Os advogados acionaram a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA), e solicitaram que o órgão analise possíveis violações de direitos humanos atribuídas ao Estado brasileiro.
Entre as reivindicações apresentadas está o pedido de libertação do ex-banqueiro. A defesa argumenta que houve desrespeito a garantias fundamentais durante as investigações e no período em que Vorcaro permanece detido preventivamente.
A representação foi protocolada na terça-feira (27), mas teve seu conteúdo divulgado pelos advogados nesta segunda-feira (2). Conforme a defesa, a iniciativa não busca interferir no andamento das investigações nem substituir as decisões da Justiça brasileira.
O argumento apresentado é que o caso precisa ter uma definição sobre a liberdade do investigado dentro de um prazo considerado razoável, além de garantir condições de tratamento compatíveis com a dignidade humana. Na petição encaminhada à CIDH, os advogados também solicitam que o Brasil seja responsabilizado internacionalmente caso sejam reconhecidas as violações apontadas pela defesa.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos tem sede em Washington, nos Estados Unidos, e atua no acompanhamento de denúncias relacionadas à proteção dos direitos humanos nos países integrantes da OEA.
Por Jorge Brandão
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