Denúncias sobre integridade das eleições caem 86% no primeiro turno

As denúncias relacionadas à integridade das eleições e a possíveis tentativas de impedir eleitores de votar caíram cerca de 86% em 2026, na comparação com o mesmo período de 2022. O balanço foi divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral, após o encerramento do primeiro turno, realizado neste domingo (4).
Segundo o TSE, o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral recebeu 2.604 denúncias entre 1º de agosto e a véspera da votação. Em 2022, foram 18.487 registros no mesmo intervalo. O presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, destacou a redução, mas afirmou que o resultado não significa diminuir a atenção sobre o tema.
O primeiro turno também terminou sem ocorrências graves que comprometessem a votação. Das 499.248 urnas utilizadas, 1.861 precisaram ser substituídas e nenhuma seção precisou recorrer à votação manual.
No Paraná, chuva forte, ventos e falta de energia provocaram dificuldades em alguns locais. Segundo o TSE, as urnas continuaram funcionando com baterias e geradores, permitindo a conclusão da votação e o envio dos dados.
A divulgação dos resultados teve um atraso de aproximadamente 50 minutos. O TSE atribuiu o problema a um congestionamento no sistema responsável pela divulgação dos dados e afirmou que a apuração e a totalização dos votos não foram afetadas.
Missões de observação eleitoral também relataram normalidade no processo. O TSE citou avaliações do Parlasul, da Organização dos Estados Americanos e da União Interamericana de Organismos Eleitorais. Uma missão da Uerj informou não ter identificado incidentes graves envolvendo urnas, identificação dos eleitores ou transporte que pudessem comprometer a votação.
O tribunal afirmou ainda que não foram identificados fatos que indicassem interferência estrangeira nas eleições brasileiras. Agora, a Justiça Eleitoral inicia a preparação para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Por Mirelly Rodrigues
