Desaparecimentos aumentam em Pernambuco e polícia reforça: registro deve ser feito imediatamente

O número de pessoas desaparecidas voltou a crescer em Pernambuco. Dados da Secretaria de Defesa Social (SDS) apontam que, entre janeiro e julho deste ano, foram registradas 1.642 ocorrências de desaparecimento, um aumento de 2,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 1.599 casos. No intervalo analisado, 600 pessoas foram localizadas.
A orientação das autoridades é que o desaparecimento seja comunicado imediatamente, sem a necessidade de esperar 24 ou 48 horas. O registro pode ser feito em qualquer delegacia do estado, já que as primeiras horas após o desaparecimento são consideradas decisivas para aumentar as chances de localização.
Após a abertura da ocorrência, a Polícia Civil realiza diligências em hospitais, unidades de saúde, rodoviárias, aeroportos, casas de acolhimento e outros locais que possam ajudar na busca. As equipes também analisam imagens de câmeras de segurança e levantam informações sobre os últimos deslocamentos da pessoa desaparecida.
Para contribuir com o trabalho investigativo, familiares devem apresentar o máximo de informações possíveis, como fotografias recentes, características físicas, tatuagens, cicatrizes, roupas usadas no último contato, locais frequentados e números de telefone. Esses dados ajudam a direcionar as buscas e acelerar a identificação.
Além das investigações policiais, a perícia também tem papel fundamental na identificação de pessoas encontradas sem documentos ou sem confirmação de identidade. Um dos recursos utilizados é o banco nacional de perfis genéticos, que permite o cruzamento de amostras de DNA de familiares de desaparecidos com materiais coletados de pessoas não identificadas.
As autoridades reforçam que a comunicação rápida do desaparecimento continua sendo uma das principais medidas para ampliar as chances de um desfecho positivo e facilitar o reencontro de famílias.
Por Mirelly Rodrigues
