Desemprego sobe para 5,8% no Brasil no trimestre encerrado em abril, aponta IBGE

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo IBGE, por meio da PNAD Contínua. O índice teve alta de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando estava em 5,4%, mas caiu em comparação ao mesmo período de 2025, quando a taxa era de 6,6%.
Com o resultado, o país soma atualmente 6,3 milhões de pessoas desempregadas. O número representa crescimento de 8% frente ao trimestre anterior, mas redução de 11,3% na comparação anual, o equivalente a 809 mil pessoas a menos fora do mercado de trabalho.
A população ocupada foi estimada em 102,3 milhões de brasileiros, mantendo estabilidade no trimestre e crescimento de 1,1% em relação ao ano passado. Já a taxa de subutilização da força de trabalho permaneceu em 13,8%, atingindo cerca de 15,7 milhões de pessoas.
Os dados também mostram queda no número de trabalhadores desalentados, que são aqueles que desistiram de procurar emprego. O grupo foi estimado em 2,6 milhões de pessoas, com redução de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.
A informalidade caiu para 37,2% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais. No mesmo período do ano passado, a taxa era de 38%.
O rendimento médio real habitual do trabalhador brasileiro chegou a R$ 3.732, mantendo estabilidade em relação ao trimestre anterior e crescimento de 5,3% no comparativo anual. A massa de rendimento real habitual também cresceu e alcançou R$ 377 bilhões.
Entre os setores que registraram crescimento no número de ocupados estão informação e comunicação, atividades financeiras, administração pública, educação e saúde. Já o segmento de serviços domésticos apresentou redução no número de trabalhadores.
Por Millena Galvão
