Despesas crescentes levam estados a pior resultado fiscal em mais de uma década

O desempenho fiscal dos estados brasileiros registrou em 2025 o pior resultado em mais de uma década, consolidando quatro anos consecutivos de deterioração. Segundo dados do Banco Central, os governos estaduais encerraram o ano passado com superávit de apenas 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB), o menor desde 2014, quando o resultado havia sido um déficit de 0,23%.
O cenário econômico atual dificulta uma recuperação rápida. Com a taxa de juros no nível mais alto dos últimos 20 anos, a atividade econômica desacelera, afetando diretamente a arrecadação, sobretudo do ICMS, tributo essencial para os estados.
Embora a elevação dos juros gere receitas adicionais por meio de aplicações financeiras, esses ganhos não entram no cálculo do resultado primário e são considerados fontes não recorrentes, já que a tendência é de redução das taxas de juros nos próximos períodos.
O Relatório Resumido da Execução Orçamentária dos estados e do Distrito Federal revela que, em 2025, as despesas estaduais cresceram 5,7% acima da inflação, enquanto as receitas avançaram apenas 3,4%, evidenciando um aumento das pressões orçamentárias e a dificuldade de equilibrar as contas públicas.
